Em junho de 2008, o sistema de NFS-e da TIPLAN foi implantado no municipio do
Recife.
Milhares de empresas já estão emitindo suas Notas Fiscais de Serviços
Eletrônicas (NFS-e) via internet em tempo real.
Hoje já são
emitidas mais de 1 milhão de notas fiscais de serviços eletrônicas por mês e
este número tende a aumentar cada vez mais.
A Prefeitura do Recife já constatou um
aumento em sua arrecadação em torno de 10% somente no primeiro ano após a implantação do sistema, mesmo em plena crise financeira mundial.
Recife é a terceira capital do Brasil a implantar a nova sistemática. A Nota
Fiscal de Serviços Eletrônica também está em funcionamento nas cidades de Angra
(2004), São Paulo (2006), Resende (2007), Macaé (2007), entre
outros.
Leia abaixo trechos de entrevistas com opiniões dos principais nomes da política do Recife sobre a NFS-e:
Trecho da entrevista realizada pelo Jornal do Comércio (ed. de 16/06/2008) com o ex-Prefeito do Recife João Paulo Lima e Silva:
JC - Quais as expectativas de mudança na arrecadação, após a implantação da nota fiscal eletrônica?
João Paulo - Essa iniciativa é o maior avanço das últimas décadas, no que diz
respeito ao ISS. Com ela, ganham as empresas e o município, com benefícios como
a diminuição de custos para a empresa prestadora, o aumento de demanda de notas,
em razão da possibilidade de abatimento no IPTU e, conseqüentemente, a
diminuição de sonegação. Com isso, esperamos um incremento de arrecadação do ISS
na ordem de 10%. Isso sem falar que também estamos colaborando para a
preservação do meio ambiente, reduzindo o uso do papel.
Trecho da entrevista publicada pelo Jornal do Comércio (ed. Especial sobre ISS - out/2009) com o Prefeito do Recife, João da Costa:
JC – Como explica-se o aumento da arrecadação mesmo havendo uma crise econômica mundial?
João da Costa – Nosso objetivo foi, no mínimo, arrecadar os mesmos recursos do ano passado e viabilizar a proposta orçamentária enviada para a Câmara Municipal. Diante das dificuldades, fizemos um esforço muito grande para manter o crescimento. Percebemos que o setor de serviços foi um dos menos afetados pela crise, que atingiu fundamentalmente os setores industrial e comercial. Aliado a esse fato, tivemos um trabalho de monitoramento do contribuinte, uma ação de inteligência fiscal e um trabalho de motivação da equipe.
JC – De que forma a implantação da nota fiscal eletrônica contribuiu para este aumento?
João da Costa – A nota fiscal eletrônica permite que a gente tenha um controle maior do processo de contribuição. Temos os dados eletronicamente, dia a dia. Isso possibilita um acompanhamento do desempenho da arrecadação e permite que a Secretaria de Finanças identifique setores que não estão dentro da média histórica ou que estão fugindo do padrão de contribuição que sempre tiveram. Isso também é um processo de educação fiscal da população, na medida em que incentiva as pessoas a pedirem a nota. Com essa ferramenta, nossa projeção para meados do próximo ano é de um aumento entre 10% e 15% na arrecadação do ISS.
Trecho da entrevista publicada pelo Jornal do Comércio (ed. Especial sobre ISS - out/2009) com o secretário de Finanças da Prefeitura do Recife, Marcelo Barros:
JC - Quais foram os incentivos dados pela prefeitura que mais contribuíram para o crescimento da arrecadação?
Marcelo Barros - Sem dúvida, a nota fiscal eletrônica, implantada em junho de 2008. Esse instrumento tecnológico vem ajudando muito a prefeitura no que tange à fiscalização e ao acompanhamento da arrecadação. Para o contribuinte também foi positivo porque simplificou mais o processo. Precisam aderir, obrigatoriamente, à nota fiscal eletrônica, empresas que apresentam faturamento de R$ 240 mil ao ano. Com a facilidade trazida por esse novo serviço, mesmo as empresas que faturam menos se interessam em contribuir. O índice de adimplência é de 83% entre as que estão no sistema de nota fiscal eletrônica.